A trajetória da Bloober Team é digna de um filme de Hollywood. Desde 2016, com a chegada de Layers of Fear, o estúdio começou uma jornada de erros e acertos, lançando jogos considerados medianos pelo público e pela crítica especializada.
Contudo, a partir de 2024, tudo mudou com o lançamento de Silent Hill 2 Remake. O estúdio polonês acertou em cheio, repaginando um dos jogos mais icônicos do gênero survival horror.
O sucesso de Silent Hill 2 Remake ajudou a alavancar a reputação da equipe como artesãos de games de terror e, por conta disso, as expectativas para Cronos: The New Dawn, a nova IP original da Bloober, atingiram um nível altíssimo.
Graças à um convite da Bloober Team, eu pude jogar os 30 minutos iniciais do game durante uma demonstração na Gamescom 2025 e, bom, minhas impressões não poderiam ser melhores!
O Viajante
Em Cronos: The New Dawn, assumimos o papel do Viajante. Uma espécie de soldado enviado pelo Coletivo para um futuro desolado. Nosso objetivo é viajar para a Polônia dos anos 80 resgatando pessoas selecionadas de um evento cataclísmico chamado no jogo de A Mudança.
Os minutos iniciais não explicam quase nada do background, deixando o mistério no ar. O que são os Viajantes, qual o papel do Coletivo e o que foi de fato a Mudança? O game lança várias perguntas na direção de quem joga e espera-se que as explicações sejam apresentadas ao longo da trama.
Durante minha jogatina, encontrei vários colecionáveis que oferecem mais contexto ao mundo do jogo e melhoram a imersão na nova trama escrita pela Bloober. Surpreendentemente, o combate me lembrou MUITO Dead Space.
A Viajante inicialmente começa a jornada com uma pistola capaz de dar dois tipos de tiro – um normal e um concentrado que causa bastante dano e ajuda a impedir as corridas dos inimigos.

A munição é escassa, então, a Viajante também é capaz de dar socos nos inimigos. O ideal é dar um soco e começar a correr para longe dos inimigos por que o tempo de reação deles é bem rápido. Outra mecânica peculiar do game é que os inimigos podem realizar algo chamado de fusão.
Caso um inimigo vivo chegue perto do corpo de dois inimigos derrotados, ele pode se fundir à eles, tornando-se mais forte e mais rápido. Para evitar que isso aconteça, a Viajante consegue usar um cilindro que dispara chamas no chão e queima os corpos.
Intuição e solidão
Eu não costumo jogar títulos do gênero survival horror, contudo, Cronos: The New Dawn me fez repensar isso e muito pelo level design do jogo. Precisamos explorar bem, resolver puzzles ambientais e coisas do tipo, mas tudo é bem intuitivo e não gera frustração. Com um pouco de atenção, dá pra progredir tranquilamente, mesmo não sendo um veterano do gênero.
A intuitividade do level design é combinada com a solidão dos cenários e da direção de arte que se apoia em cores frias para reforçar o sentimento de desolação. O mundo acabou e só resta o caos. Aliado a parte estética, temos efeitos sonoros e uma trilha que evoca a atmosfera retrofuturista com sons sintéticos misturados com instrumentos orgânicos.
Bloober vai conseguir de novo?
No final da demonstração, eu não queria parar de jogar Cronos: The New Dawn. Sua atmosfera altamente imersiva, as várias perguntas em aberto e o combate estratégico e brutal foram o suficiente para me deixar ansioso para ter um gostinho maior do game. Julgando pelo pouco que joguei, tudo indica que o título será outro grande acerto do estúdio!
Considere ler também outros previews que fizemos na Gamescom 2025: Davy x Jones e Phantom Blade Zero.





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