Recebi um baita convite da S-Game para testar 1 hora de Phantom Blade Zero na gamescom 2025 — e já adianto, a experiência foi incrível!
Durante o hands-on, experimentei diferentes armas, enfrentei três chefes e mergulhei na exploração e combate. Julgando pela hora testada, acredito que o jogo tem tudo para alcançar um nível de impacto similar ao que Black Myth: Wukong conquistou.
Desmistificando o estilo de jogo
Ainda há muita gente que associa Phantom Blade Zero ao gênero soulslike, mas essa percepção não faz jus ao que o jogo realmente entrega. Embora traga alguns elementos inspirados nos jogos da FromSoftware, sua essência está mais próxima de um game de ação e aventura.
Uma das diferenças mais marcantes é que os inimigos derrotados não reaparecem. Além disso, o sistema de combate é muito mais ágil, intenso e acrobático — bem distante da cadência estratégica dos títulos Souls.
Combate visceral e variedade impressionante
A seleção de armas disponível na demo foi bem diversificada. Minha favorita? A Lâmina Serrada. Ela acumula um efeito de sangramento nos chefes e, quando ativado, causa um estrago considerável — talvez até demais. O dano causado é muito grande e senti que ele pode ser balanceado melhor.
Mesmo com apenas uma hora de jogo, fiquei impressionado com a diversidade de inimigos. A cada novo trecho, surgiam adversários inéditos: lanceiros, soldados, ninjas, arqueiros, generais montados, corvos… A variedade ajuda a manter o ritmo e evita qualquer sensação de repetição.
Exploração inteligente e level design criativo
O mapa apresenta uma estrutura semiaberta, com caminhos principais mais lineares e diversos segredos escondidos em áreas verticais. A mobilidade do personagem é notável, e essa agilidade é bem aproveitada tanto no combate quanto na exploração.
Outro destaque foi o leve componente de backtracking. Após derrotar o primeiro chefe — um ogro colossal empunhando uma maça — desbloqueamos a Phantom Edge da arma, uma habilidade especial que permite destruir plataformas de madeira e acessar áreas com itens importantes para a progressão.
Aliás, o sistema de evolução lembra os clássicos God of War: para aumentar o dano, é preciso reunir quatro unidades de um item específico. Curiosamente, os inimigos não concedem experiência ao serem derrotados, o que reforça a proposta única da S-Game em se distanciar de convenções tradicionais dos RPGs de ação.
Chefes memoráveis e ambientação Wuxia
A demo trouxe três chefes distintos, cada um com padrões de ataque bem definidos e visuais marcantes. A trilha sonora complementa a atmosfera com maestria, e mal posso esperar para descobrir os próximos desafios que o jogo reserva.
A influência do estilo Wuxia é evidente em cada detalhe — dos inimigos comuns aos confrontos mais épicos. O último chefe da demo, o Discípulo das Sete Estrelas, foi um verdadeiro espetáculo. Complexo, estilizado e com mecânicas envolventes, ele mostra o cuidado da S-Game em criar algo com identidade própria.
Animações de tirar o fôlego
Se há um aspecto que realmente impressiona em Phantom Blade Zero, são as animações. É como se O Tigre e o Dragão tivesse sido reimaginado como um jogo sombrio e brutal. Os combos são incrivelmente bem coreografados, e as finalizações lembram os icônicos fatalities de Mortal Kombat — intensas e impactantes.
O estúdio está comprometido com a autenticidade: recrutaram até um mestre de kung fu, o Mestre Yang, para dirigir as sessões de captura de movimento e garantir que cada golpe tenha realismo e precisão.
Paixão em cada detalhe
É evidente que Phantom Blade Zero foi criado com dedicação e respeito à cultura chinesa, às artes marciais e à própria identidade da franquia. Quando um projeto é feito com tanta paixão, é difícil imaginar que não vá conquistar seu espaço. Mal vejo a hora de jogar a versão final!





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