Com o crescimento da IA nos últimos anos, as preocupações sobre seu uso na indústria dos games e como ela será implementada seguem acendendo um sinal de alerta entre os jogadores.
Cada vez mais empresas estão incorporando tecnologia na produção de seus jogos, mas a Capcom indicou que pretende adotar um caminho diferente em relação à forma como a IA será utilizada.
Praticamente todo grande lançamento recente tem sido analisado para identificar conteúdos gerados por IA nos jogos.
No ano passado, Clair Obscur: Expedition 33 se envolveu em polêmicas depois que a comunidade descobriu a presença desse tipo de conteúdo no jogo.
Agora, Crimson Desert, um dos jogos mais aguardados de 2026, também se envolveu em controvérsia quando a Pearl Abyss precisou se desculpar por um caso envolvendo arte gerada por IA.
Enquanto isso, a Capcom começou o ano em alta com Resident Evil Requiem e buscou tranquilizar tanto os fãs quanto os investidores sobre sua abordagem em relação à tecnologia.
Capcom não usará IA no conteúdo dos jogos, mas pode usar no desenvolvimento
Em uma apresentação realizada em 23 de março, voltada para investidores, a Capcom compartilhou diversos dados sobre desempenho, metas e estratégias da empresa.
Durante uma sessão de perguntas e respostas, uma questão chamou atenção: qual é a posição da empresa sobre o uso de IA generativa no desenvolvimento de jogos?
A resposta foi direta:
“Nós não utilizamos materiais gerados por IA generativa no conteúdo dos jogos. Por outro lado, planejamos usar ativamente tecnologias que contribuam para melhorar a eficiência e a produtividade no processo de desenvolvimento.
Portanto, estamos atualmente avaliando como utilizá-las em diferentes áreas, como gráficos e programas de som.”
Na prática, isso significa que a Capcom não pretende incluir conteúdo criado por IA nos produtos finais, mas não descarta o uso da tecnologia nos bastidores do desenvolvimento.
Recentemente, funcionários da Capcom revelaram à Insider Gaming que a empresa não costuma incentivar o uso de IA, o que gerou certa surpresa ao ver que Resident Evil Requiem estava sendo usado como exemplo do DLSS 5, tecnologia que utiliza IA generativa para “melhorar a qualidade gráfica” dos jogos.
Ainda não está claro qual será o impacto dessa decisão no mercado de trabalho dentro da indústria, já que uma das principais preocupações envolvendo IA é justamente a substituição de funções humanas.
Você acha válido usar IA apenas no desenvolvimento, desde que ela não apareça no produto final, ou acredita que as empresas deveriam evitar a tecnologia completamente?
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