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Review de The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered – Um remaster respeitoso

Após semanas de vários rumores, vazamentos e especulações, a Bethesda lançou The Elder Scrolls 4: Oblivion Remastered no dia 22 de abril. A nomenclatura usada no título deixou os fãs confusos, afinal, nas imagens e vídeos comparativos, o projeto mais parecia um remake do que um remaster.

Após jogar dezenas de horas, concluir a campanha e boa parte do conteúdo secundário, trazemos esse review de Oblivion Remastered para cravar se o jogo merece ou não sua atenção e dinheiro.

A história

Boa parte da comunidade de TES considera a história de Oblivion uma das melhores da saga. E, bom, toda a comoção pelo jogo deixa isso evidente.

Nossa jornada começa com o nosso protagonista, que é criado pelo jogador em um rico sistema de criação de personagem, preso em um calabouço. Não temos nenhuma explicação sobre os motivos que levaram o personagem a estar preso.

De repente, recebemos uma visita do próprio Imperador, chamado na aventura de Uriel Septim VII. O imperador fala de maneira enigmática sobre um perigo que se aproxima. Minutos depois, ele acaba sendo assassinado e entrega um medalhão para o nosso personagem, pedindo que ele entregue o mesmo para o sucessor.

O imperador (Imagem: Ruan Almeida)

Servindo como justificativa para o nome do jogo, portões de Oblivion, um reino demoníaco, começam a surgir pelo reino e o protagonista embarca em uma jornada para fechar esses portões. Como em todo RPG, a partir disso, precisamos procurar aliados para aumentar nossas forças (e chances) de fechar todos os portais antes que o mundo acabe.

A narrativa principal tem vários pontos emocionantes, contudo, o que mais me impressionou foram as quests secundárias. Até as missões mais simples do jogo reforçam o tamanho da paixão que os desenvolvedores originais tinham para o projeto e apresentam uma qualidade absurda, mesmo para um jogo lançado originalmente em 2005.

Arrisco a dizer que as missões de facções são tão boas quanto a campanha ou até melhores. E a variedade é interessante também. Podemos “brincar” de ser um gladiador na Arena, concluir assassinatos para a Irmandade Sombria e ajudar os Ladrões, Combatentes e Magos em várias tarefas.

A arena foi uma das minhas atividades prediletas (Imagem: Ruan Almeida)

O combate e a progressão

É em seu combate que o aspecto de remaster, e não remake, se torna óbvio para Oblivion Remastered. As lutas, principalmente focadas em corpo a corpo, são bem engessadas, com animações estranhas, falta de impacto nos golpes e por aí vai. Elas deixam claro que a base é de um jogo de 2006.

E, bom, quando comparamos com jogos mais recentes, como Avowed e Kingdom Come: Deliverance 2, a defasagem de Oblivion nesse aspecto se torna impossível de se ignorar.

Em virtude disso, eu foquei quase toda a minha jogatina no uso de magias. As animações não são tão refinadas quanto poderiam ser, mas ajuda a mitigar o sentimento de estar jogando um título de 20 anos de idade. As opções para o corpo a corpo são vastas. Podemos usar escudos para bloquear golpes, armas de duas mãos para amplificar o dano causado e por aí vai. A falta de combos acaba decepcionando um pouco e gera um enorme senso de repetição após algumas horas.

Como um RPG clássico, a progressão de Oblivion Remastered é totalmente pautada na repetição. Quanto mais você golpeia com armas leves ou pesadas, maior o seu nível com esse tipo de armamento. O mesmo vale para todas as outras categorias, como as magias de destruição. O nível geral do jogador é determinado pela quantidade de XP obtida ao repetir essas outras mecânicas.

Dormir é necessário para realizar ascensão de nível (Imagem: Ruan Almeida)

Além disso, ao preencher a barra de nível, precisamos ir até uma cama e dormir para registrar o level up e melhorar nossos atributos. Isso seria algo bem chato se não fossem as viagens rápidas para vários pontos do mapa e a falta de loadings.

Um ponto curioso é a forma em que o escalonamento de nível é feito ao longo da nossa jornada. Quanto mais você sobe de nível, os inimigos mais fracos começam a desaparecer e as recompensas obtidas ao concluir as missões acompanham o seu nível.

Eu não adorei tanto a exploração do jogo por dois motivos. A frequência de inimigos é bem baixa no mapa aberto e os calabouços se repetem muito no design, tanto visual quanto de formatação mesmo. Caso você tire duas horas para focar em explorar esses espaços por exemplo, fica um sentimento enorme de “eu já estive aqui”.

A parte técnica

A Virtuos, principal estúdio responsável pela remasterização, optou por recriar o jogo na Unreal Engine 5. A UE5 é um dos motores mais poderosos da indústria e, graças a isso, os visuais de Oblivion Remastered estão belíssimos, não devendo em nada para games mais atuais.

Contudo, apesar de todo o seu poder, a Unreal Engine 5 ainda é um motor gráfico “novo” e os desenvolvedores ainda estão aprendendo a otimizar seus jogos da melhor forma nele. Por conta disso, o remaster conta com várias quedas de frame, mesmo no PlayStation 5 Pro.

Os visuais estão belíssimos (Imagem: Ruan Almeida)

Outro problema frequente eram os bugs onde certos NPCs não agiam como deveriam, me obrigando a voltar o save ou a fechar o jogo. Felizmente, não tive nenhum crash ao longo da jogatina e a localização dos textos em PT-BR é uma adição fantástica para os jogadores brasileiros.

O estúdio foi além para aprimorar a experiência na medida do possível, revitalizando os menus e gravando novas linhas de diálogos para enriquecer mais a parte narrativa do jogo. É raro ver um carinho tão grande com um projeto de remasterização e, arrisco a dizer, que esse é um dos melhores trabalhos já feitos nesse departamento.

Review de The Elder Scrolls 4: Oblivion Remastered – Aguarde promoção!

Apesar dos visuais estarem impressionantes, o combate e alguns percalços técnicos de Oblivion Remastered deixam claro a elevada idade do jogo original. Por conta disso, eu recomendo que você aguarde uma promoção e desfrute dessa experiência da melhor maneira possível, com os bugs corrigidos.

Graças à presença das expansões, Oblivion Remastered é uma das melhores experiências que um fã de RPG pode ter. É nítido que ele serviu de inspiração para vários projetos ao longo dos anos, logo, é bom experimentar a obra original para entender melhor a evolução do gênero com o passar dos anos.

Não deve demorar muito para que updates de correção sejam aplicados, logo, não vai tirar pedaço esperar até que a primeira promoção do jogo pinte nas lojas!

Written by
Ruan Almeida
Editor (Brazil)

Ruan está cobrindo a indústria dos games desde 2017, trazendo várias informações sob a ótica do mercado e reviews após o 100%. Quando ele não está escrevendo, está jogando algum…

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