A mobilização digital organizada por fãs e comunidades de preservação de jogos — encabeçada pelo movimento DoesItPlay — enfrentou um balanço desfavorável. Realizado entre os dias 23 e 30 de agosto, o PlayStation Blackout convocou jogadores a se absterem de usar consoles e serviços da Sony em protesto contra a decisão da empresa de cessar a fabricação de mídias físicas. No entanto, os resultados práticos ficaram muito aquém do esperado.
Nenhum reflexo nas métricas de engajamento
Questionado em sua conta no Bluesky após divulgar o ranking semanal de usuários ativos nos Estados Unidos, o analista Mat Piscatella, da Circan, foi direto sobre os reflexos do boicote nos dados de mercado:
“Não. Não houve nenhuma mudança significativa na contagem de jogadores ou no engajamento em nosso monitoramento.”
A falta de tração do protesto já era alvo de ceticismo antes mesmo de seu término. Analistas e membros da comunidade apontaram falhas estruturais na estratégia, como o prazo restrito de apenas uma semana, considerado insuficiente para causar danos financeiros reais ou forçar uma reviravolta corporativa. Além disso, a iniciativa coincidiu com a realização da Gamescom 2026, período em que grande parte da imprensa especializada, criadores de conteúdo e entusiastas hardcore estavam ocupados cobrindo ou participando do evento presencial, o que dispersou a atenção do público.
O posicionamento dos organizadores
Assim que o período de boicote chegou ao fim, o grupo DoesItPlay veio a público declarar que “o requisito mínimo para o blackout foi alcançado”, acrescentando que novas oportunidades para futuras mobilizações surgirão.
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