Recentemente eu tive a oportunidade de jogar Stellar Blade Complete Edition de maneira antecipada no Nintendo Switch 2. Faz pouco tempo que eu comprei o Switch 2 e tem sido uma experiência interessante revisitar jogos que vivenciei inicialmente no PS5.
A jornada de Eve, que originalmente causou rebuliço no PS5, chega ao formato híbrido com todos os conteúdos adicionais, levantando a dúvida clássica: como um jogo de ação frenética e visualmente exigente roda no console da Nintendo? A resposta curta é: bem, mas com um custo.
Um port robusto
O combate e a progressão de Stellar Blade exigem reflexos rápidos, especialmente nas mecânicas de esquiva e aparadas. Felizmente, o estúdio mirou em um alvo de 60 FPS tanto no modo portátil quanto na dock. Para alcançar essa fluidez em um hardware portátil, o jogo combina o upscaling do NVIDIA DLSS com o AMD FSR 3.1.

O resultado na prática? O console da Nintendo segura bem a taxa de quadros durante a esmagadora maioria dos combates fechados e na exploração. Nós só percebemos quedas de desempenho bruscas quando vários inimigos estão na tela simultaneamente ou em ambientes abertos.
Apesar de tudo, é um absurdo ver o jogo rodando nativamente no portátil com esse nível de responsividade. O combate central continua extremamente divertido e viciante. Poder deitar no sofá e fatiar Naytibas de maneira confortável é um baita ponto positivo!
Por um momento, cheguei a pensar que as limitações do Switch 2 iriam influenciar na resposta dos comandos, principalmente da aparada, mas não é o caso aqui. Dá pra aproveitar a jornada sem passar por muitos perrengues.
As concessões visuais e o preço da mobilidade
Obviamente, o milagre cobra o seu preço em algumas áreas. A direção de arte continua se sobressaindo, mas os efeitos de explosão não estão dos melhores, carecendo de volume e daquelas partículas densas que víamos no hardware original.
No entanto, o problema visual mais escrachante aqui é a protagonista: o cabelo de Eve está simplesmente terrível por causa do DLSS do Switch 2. A reconstrução de imagem gera um rastro (o famoso ghosting) e artefatos bizarros nos fios durante os movimentos bruscos, algo que distrai bastante.

Outro problema gigantesco de rodar um AAA desse porte na palma da mão é o consumo de energia. O jogo é um verdadeiro buraco negro para a bateria do Switch 2. Nos meus testes ininterruptos no modo portátil, o jogo drenou cerca de 50% da bateria em apenas 1 hora de jogatina. Se você planeja viagens longas com a Eve, um powerbank parrudo não é apenas recomendado, é obrigatório.
Os recursos do Switch 2 brilham
Onde o port realmente ganha pontos extras é na integração com o hardware da Nintendo. A interface recebeu um tratamento especial, com um redimensionamento automático de interface e texto impecável ao alternar entre os modos portátil e dock, garantindo que você nunca force a vista lendo as legendas.
Além disso, o feedback háptico foi ajustado especificamente para o HD Rumble 2, entregando uma vibração deliciosa e super imersiva sempre que nossas lâminas se chocam com as garras inimigas. Por fim, o uso dos novos Joy-Con 2 trouxe adições muito bem-vindas de acessibilidade, incluindo controles de toque, mira por giroscópio precisa, controles de movimento e suporte aos controles de mouse nativos do novo hardware.

O grande atrativo desta Complete Edition é, sem sombra de dúvidas, a quantidade de conteúdo que a Shift Up compilou neste pacote definitivo. A inclusão das cobiçadas expansões de colaboração com NieR:Automata e GODDESS OF VICTORY: NIKKE já seria o suficiente para justificar a jogatina, mas o estúdio entregou ainda mais.
Para coroar essa edição, recebemos quatro trajes inéditos em uma colaboração fantástica com Bayonetta — incluindo os visuais Bayonetta, Jeanne, Nun e Black Tresses —, que também chegarão de graça ao PS5 e PC. Tudo isso se soma a todas as atualizações gratuitas lançadas anteriormente, garantindo acesso imediato ao aguardado Photo Mode e a diversas roupas extras que enriquecem bastante a exploração.
Além dessas colaborações de peso, a edição brilha ao entregar bônus exclusivos que deixam a jornada muito mais estilosa e recompensadora desde o primeiro minuto.
O jogador já inicia a campanha com o belíssimo conjunto de roupas Stargazer para EVE, Adam e Lily, além de acessórios para a protagonista, como os óculos Half-Rim, o Quadruple Rectangle Earring e o Planet Diving Suit (Captain). Até o nosso Drone recebe mimos com os pacotes Stargazer e Fluffy Bear.
Como um empurrãozinho mais do que bem-vindo para a progressão, a versão ainda injeta 2.000 de SP EXP e 5.000 de Ouro logo de cara, permitindo um começo bem mais confortável para quem vai encarar os Naytibas pela primeira vez no novo hardware da Nintendo.
Review de Stellar Blade Complete Edition (Switch 2) – Vale a Pena?
Em seu estado atual, eu recomendo a Complete Edition no Switch 2 para quem prioriza jogar em qualquer lugar ou só tem o ecossistema da Nintendo em casa. Ver essa escala de ação no modo portátil justifica os sacrifícios técnicos. Se você conseguir ignorar o cabelo bizarro da protagonista e estiver sempre perto de um carregador, vai encontrar um combate divertidíssimo e uma história intrigante.
Stellar Blade
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