A liderança da divisão Xbox da Microsoft está passando por uma reorganização executiva significativa, incluindo a saída de Phil Spencer e de Sarah Bond de seus papéis atuais, de acordo com informações obtidas pela IGN.
A mudança faz parte de uma ampla reestruturação do comando da marca, que visa integrar o Xbox ainda mais profundamente às iniciativas de inteligência artificial e aos produtos estratégicos da Microsoft.
Phil Spencer e Sarah Bond saem do Xbox
Phil Spencer, que atuava como CEO da Microsoft Gaming e foi responsável por liderar o Xbox e orientar grandes aquisições, como a da Activision Blizzard, estaria se afastando da liderança do Xbox — posição que ocupou por muitos anos no topo da divisão de jogos da empresa.
Ao mesmo tempo, Sarah Bond, que recentemente ocupava o cargo de presidente do Xbox e supervisionava hardware, plataforma e experiências do usuário, também deixou a função, pedindo renúncia ao cargo.
Em resposta a essas mudanças, a Microsoft promoveu Matt Booty, executivo que vinha liderando conteúdo e estúdios de jogos dentro da empresa, para um papel de destaque no novo organograma, assumindo funções ampliadas de direção estratégica.
Asha Sharma assume liderança da Microsoft Gaming
O movimento mais notável envolve a nomeação da Asha Sharma, atual executiva de inteligência artificial da Microsoft, como a nova chefe da Microsoft Gaming, e, consequentemente, do Xbox.
Sharma, que vinha atuando como líder de produtos de IA da empresa, é apontada como peça central na transição da marca para um foco maior em tecnologias emergentes e na integração de inteligência artificial aos serviços e produtos da divisão de jogos.
A chegada de Sharma à liderança da Microsoft Gaming simboliza a aposta da empresa em unir inteligência artificial e inovação tecnológica ao universo dos jogos.
Em sua primeira mensagem como CEO, ela destacou o compromisso com experiências de qualidade, a revitalização da marca Xbox e a expansão do ‘futuro do jogo’ em diversas plataformas — do console ao PC, passando pelo mobile e pela nuvem.
Confira abaixo a primeira mensagem de Asha Sharma como CEO da Microsoft Gaming:
Querida equipe, Hoje inicio meu trabalho como CEO da Microsoft Gaming.
Sinto duas coisas ao mesmo tempo: humildade e urgência. Humildade, porque esta equipe construiu algo extraordinário ao longo de décadas.
Urgência, porque o setor de jogos está passando por um período de rápidas transformações, e precisamos agir com clareza e convicção.
Estou entrando em um trabalho moldado por gerações de artistas, engenheiros, designers, escritores, músicos, operadores e muitos outros que criam mundos que trouxeram alegria e profundo significado pessoal a centenas de milhões de jogadores.
O nível de qualidade aqui é excepcional e é amplificado pelo Xbox, que foi fundado na crença de que o poder dos jogos conecta pessoas e impulsiona a indústria.
Agradeço a Phil por sua liderança e a todos os estúdios, plataformas e equipes de operações que construíram essa base. Somos guardiões de algumas das histórias e personagens mais amados do entretenimento e reunimos jogadores e criadores em torno da diversão e da comunidade dos jogos de maneiras totalmente novas.
Meu primeiro trabalho é simples: entender o que faz isso funcionar e proteger esse legado. Tudo começa com três compromissos. Primeiro, jogos excelentes.
Tudo começa aqui. Precisamos ter jogos incríveis, amados pelos jogadores, antes de qualquer coisa. Personagens inesquecíveis, histórias que nos emocionam, jogabilidade inovadora e excelência criativa. Vamos fortalecer nossos estúdios, investir em franquias icônicas e apoiar novas ideias ousadas.
Vamos correr riscos. Vamos entrar em novas categorias e mercados onde possamos agregar valor real, com base no que os jogadores mais valorizam. Promovi Matt Booty em reconhecimento a esse compromisso. Ele entende a arte e os desafios de criar jogos incríveis, liderou equipes que entregaram trabalhos premiados e conquistou a confiança de desenvolvedores de jogos em toda a indústria.
Em segundo lugar, o retorno do Xbox. Reafirmaremos nosso compromisso com nossos fãs e jogadores fiéis do Xbox, aqueles que investiram conosco nos últimos 25 anos, e com os desenvolvedores que criam os universos expansivos e as experiências que são apreciadas por jogadores em todo o mundo. Vamos celebrar as nossas raízes com um compromisso renovado com o Xbox, começando pelo console que moldou quem somos.
Ele nos conecta aos jogadores e fãs que investem no Xbox e aos desenvolvedores que criam experiências ambiciosas para ele. Os jogos agora transcendem os dispositivos, não estando mais limitados a um único hardware. À medida que expandimos para PC, dispositivos móveis e nuvem, o Xbox deve proporcionar uma experiência fluida, instantânea e à altura das comunidades que servimos.
Eliminaremos as barreiras para que os desenvolvedores possam criar jogos uma única vez e alcançar jogadores em todos os lugares, sem concessões.
Terceiro, o futuro do jogo. Estamos testemunhando a reinvenção do brincar. Para estarmos à altura do momento, vamos inventar novos modelos de negócio e novas formas de jogar, aproveitando o que já temos: equipes, personagens e mundos icônicos que as pessoas adoram.
Mas não vamos tratar esses mundos como propriedade intelectual estática para explorar e monetizar. Vamos construir uma plataforma e ferramentas compartilhadas que permitam que desenvolvedores e jogadores criem e compartilhem suas próprias histórias.
À medida que a monetização e a IA evoluem e influenciam esse futuro, não buscaremos eficiência a curto prazo nem inundaremos nosso ecossistema com IA de baixa qualidade e sem alma. Jogos são e sempre serão arte, criados por humanos e desenvolvidos com a tecnologia mais inovadora que temos à nossa disposição.
Os próximos 25 anos pertencem às equipes que ousarem construir algo surpreendente, algo que ninguém mais esteja disposto a tentar, e que tiverem a paciência para levar o projeto adiante. Já fizemos isso antes, e estou aqui para nos ajudar a fazer isso de novo. Quero resgatar o espírito rebelde que deu origem ao Xbox.
Isso exigirá que questionemos tudo incessantemente, revisemos processos, protejamos o que funciona e tenhamos a coragem de mudar o que não funciona.
Obrigado por me acolherem nesta jornada.
Você acha que, com a saída de Phil Spencer e a chegada de Asha Sharma, o Xbox continuará competitivo no mercado tradicional de jogos?
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