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Os 5 melhores vencedores do GOTY do The Game Awards

Estamos a poucos dias do The Game Awards 2025 e finalmente saberemos quem receberá a coroa deixada por Astro Bot e será eleito o melhor jogo do ano.

Na história do evento, todos os jogos indicados possuem qualidades que os tornam aptos a disputar o título de melhor jogo, porém poucos alcançam o feito de sair com a estatueta.

A escolha muitas vezes não é unânime, gerando debates acalorados nas redes sociais que podem durar anos.

De qualquer maneira, os ganhadores ficam marcados para sempre na indústria dos jogos. Mas você já parou para pensar quais seriam os melhores caso todos os vencedores disputassem entre si?

Pensando nisso, elaboramos esta lista com os melhores vencedores do prêmio GOTY desde o início do The Game Awards em 2014, quando o evento se unificou e passou a seguir o formato que perdura até os dias atuais.

Obs: Lembrando que esta é uma lista baseada em uma opinião pessoal. Caso discorde e queira argumentar, sinta-se à vontade para participar do debate nos comentários e em nosso canal oficial no Discord.

Os 5 melhores GOTYs do The Game Awards

5 – It Takes Two

Quando It Takes Two foi coroado com o prêmio, eu ainda não o tinha jogado e achei a escolha estranha.

Mesmo gostando de A Way Out, sempre o considerei um jogo simples, com uma boa história, mas repleto de problemas de gameplay. Por isso, não acreditava que a Hazelight seria capaz de criar um jogo em nível de GOTY.

Essa impressão permaneceu até o momento em que finalmente joguei It Takes Two e simplesmente queimei a língua. A história do jogo é boa e aborda um tema muito presente na sociedade, contudo, diferente de A Way Out, o grande brilho está na gameplay.

A Hazelight atingiu um nível impressionante de criatividade, utilizando mecânicas únicas em cada fase e descartando-as em seguida, sem nunca repetir ideias ao longo de uma campanha relativamente longa para o gênero.

O jogo nunca se repete. Em uma fase é um shooter, na outra um jogo de plataforma; depois vira um RPG isométrico ao estilo Diablo, seguido por um jogo de luta semelhante a Street Fighter. O level design, totalmente baseado no co-op, é simplesmente genial.

Um dos grandes méritos de It Takes Two é que ele funciona até para quem não costuma jogar videogame.

Os jogadores não precisam ser experientes ou dominar o controle para aproveitá-lo. Pelo contrário, é um jogo ideal para casais e amigos, e combinou perfeitamente com o momento pós-pandêmico em que foi lançado.

4 – Elden Ring

A FromSoftware estava em uma crescente inacreditável. Cada novo jogo lançado pela empresa conseguia superar seu antecessor em alguns pontos e, mesmo com o debate constante sobre qual seria o melhor, era evidente a evolução do estúdio.

Quando Sekiro levou o prêmio de GOTY em 2019, com méritos pelo combate focado no parry e por uma história mais simples de compreender, muitos se perguntaram qual caminho a From seguiria.

A resposta veio em 2022, quando a desenvolvedora lançou Elden Ring, um jogo que prometia ser um RPG de mundo aberto, mas que, até sua estreia, gerava muitas dúvidas sobre o que realmente entregaria.

A direção de arte magistral e o design de mundo aberto que não segura a mão do jogador surpreenderam e conquistaram rapidamente o público.

A crítica destacou como a FromSoftware conseguiu traduzir a jogabilidade de Dark Souls para um mapa gigantesco sem perder a qualidade do level design. A sensação constante de descoberta e mistério foi o ponto-chave.

O jogador podia avançar para áreas onde teoricamente não deveria estar e, caso fosse habilidoso o suficiente, conseguia prosseguir.

Se não conseguisse, bastava seguir para outra região, já que o jogo não exigia um caminho linear. Ao mesmo tempo, oferecia alguns facilitadores, como um mapa e indicadores que tornavam a jornada menos rígida.

Elden Ring se tornou um fenômeno cultural. Jogadores trocavam dicas sobre chefes secretos e itens escondidos, enquanto as builds viralizavam pela internet.

Quem não viu alguém soltando o “kamehameha”? Ou utilizando a espada “Cão de Caça”? Duas builds completamente diferentes e igualmente divertidas.

Imagem: “Kamehameha” (via: Dr. Octavius)

Elden Ring merecidamente ultrapassou a marca de 30 milhões de unidades vendidas e colocou a FromSoftware no radar até mesmo de pessoas que normalmente não se interessam por jogos desafiadores.

3 – The Last of Us Parte 2

Este é um dos jogos mais divisivos da história dos games. De um lado, há uma parcela considerável de pessoas que não gostou dos rumos que o enredo tomou.

Do outro, estão aqueles que o consideram o melhor jogo de suas vidas e que tratam com certo desprezo obras que não seguem o mesmo “template” cinematográfico.

Opiniões são opiniões e devem ser respeitadas, mas o que não dá para negar é que a Naughty Dog foi extremamente corajosa em suas decisões e ainda conseguiu entregar um produto praticamente perfeito na parte técnica, servindo como referência até os dias atuais.

A história foge dos padrões ao não apresentar “mocinhos e vilões”, apenas pontos de vista diferentes.

A jogabilidade, com foco em um realismo extremo, é impressionante, e mesmo após muitas horas de jogo, os detalhes continuam a chamar atenção. A trilha sonora também é marcante e facilmente reconhecida onde quer que toque.

Mesmo com vazamentos no período que antecedeu o lançamento, que teoricamente poderiam prejudicar a experiência caso se espalhassem, isso não aconteceu, já que o que realmente importa é vivenciar a jornada — e ela é extremamente marcante.

Imagem/Reprodução: PlayStation

Acompanhar o TGA 2020 foi até sem graça, já que The Last of Us Part II recebeu 11 indicações, o maior número da história do evento até então.

Mesmo enfrentando concorrentes de peso como Doom Eternal, Final Fantasy VII Remake e Hades, todos sabiam que ele sairia vencedor, o que aconteceu de forma merecida.

2 – Baldur’s Gate 3

Baldur’s Gate 3 é um daqueles jogos que exigem centenas de horas para ser completado, e isso acaba afastando muitas pessoas, já que nem todos têm o tempo hábil necessário para se dedicar a apenas um jogo.

Todavia, todos que encaram a jornada ficam boquiabertos com a quantidade de escolhas possíveis e com a forma como o jogo respeita e reage a quase tudo o que o jogador tenta fazer, capturando com precisão a essência de Dungeons & Dragons.

A qualidade da escrita, das atuações com captura de movimento completa e da dublagem elevou o padrão do gênero CRPG.

O carisma dos companheiros merece destaque, assim como a liberdade de “roleplay”. É possível ser um herói nobre ou um vilão terrível, e o mundo mudará de fato, não apenas algumas linhas de diálogo.

A transparência da Larian Studios durante o Acesso Antecipado e o lançamento de um jogo completo, sem microtransações predatórias e com um suporte que entregou tudo o que foi prometido — e até mais do que o esperado — fez o título furar a bolha e conquistar uma legião de fãs.

1 – The Witcher 3

O que a CD Projekt Red fez em 2015 beira o inacreditável. A oitava geração de consoles já tinha praticamente dois anos de vida, mas não havia um grande jogo capaz de “representar a nova geração”, até que The Witcher 3 foi lançado.

O jogo possui um mundo aberto gigante, com atividades que elevaram a barra do que se espera de missões secundárias.

As tarefas opcionais tinham roteiros tão bons (ou até melhores) que a campanha principal, criando um mundo denso, verossímil e viciante. A escrita madura e as consequências morais, que nem sempre eram positivas, chocaram os jogadores.

Além disso, TW3 consagrou Geralt de Rivia como um dos maiores ícones dos games, e personagens secundários como Ciri, Yennefer e Triss foram extremamente marcantes e tão bem escritos que podem facilmente guiar o futuro da série, até porque The Witcher 4 será protagonizado pela Ciri.

O suporte pós-lançamento entregou muito conteúdo, como a expansão Blood and Wine, que conseguiu o feito inacreditável de concorrer ao prêmio de Melhor RPG no TGA 2016. É algo compreensível, já que pode ser considerada a melhor DLC da história.

Imagem/Reprodução: CD Projekt Red

The Witcher 3 não apenas marcou o seu ano, como colocou a CD Projekt Red como um estúdio capaz de produzir jogos épicos.

Mesmo após o fiasco no lançamento de Cyberpunk 2077, a empresa ainda consegue gerar um hype absurdo para The Witcher 4, que promete ser um dos principais jogos da nona geração.

Bônus: The Legend of Zelda: Breath of the Wild

Foi difícil deixar Breath of the Wild fora da lista, já que ele mudou os paradigmas no design de mundos abertos.

Antes de Breath of the Wild, a maioria dos jogos de mundo aberto, como os da Ubisoft, era baseada em listas de tarefas. A Nintendo removeu quase todos os marcadores.

O jogo confia na curiosidade visual do jogador. Se você vê uma montanha estranha, uma fumaça ao longe ou uma luz brilhante, você vai até lá porque quer, não porque um ícone mandou.

Tudo é escalável. Se parece sólido, você pode subir. O jogo tem um sistema de regras físicas consistentes que interagem entre si:

  • Fogo queima grama, cria correntes de ar quente que permitem voar com o parapente, cozinha comida e derrete gelo.
  • Eletricidade se espalha pela água e é atraída por objetos de metal, incluindo as armas do jogador durante uma tempestade.
  • Água apaga fogo, conduz eletricidade e permite criar blocos de gelo.
  • Vento espalha fogo, empurra barcos e objetos leves.

Breath of the Wild devolveu ao jogador o sentimento de aventura, provando que a verdadeira recompensa não é um item dentro de um baú, mas sim a jornada e a descoberta de como chegar até ele.


E para você, qual foi o melhor jogo entre os vencedores do prêmio GOTY?

Não esqueça de deixar sua opinião nos comentários e participar do nosso canal oficial no Discord!

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Para mais da Insider Gaming, confira a classificação do remake do Assassin’s Creed 4: Black Flag. Veja também a sua retrospectiva PlayStation 2025.

Written by
Erick Oliveira
Redator

Jogador desde que me conheço por gente e observador atento da indústria. Unindo experiência prática e técnica, me dedico a cobrir os principais lançamentos e bastidores do mundo dos games…

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