Eu tive a feliz oportunidade de jogar The Witcher 3 Remastered e conferir todas as mudanças que a CD Projekt implementou nessa nova versão. O relançamento, que chega 11 anos após a estreia do jogo original, trouxe melhorias significativas nos visuais, desempenho, iluminação, menus, animações e mais, tornando o que já era uma experiência marcante em praticamente um jogo obrigatório para quem ama RPGs.
Confira todas as minhas impressões sobre The Witcher 3 Remastered abaixo:
A história continua atual
A CD Projekt acertou tão em cheio com a história de The Witcher 3 que ela se mantém super relevante, mesmo com o game tendo sido lançado há mais de uma década. Os diálogos repletos de sarcasmo e da confiança sobre-humana de Geralt, os personagens secundários memoráveis e principalmente o pano de fundo de uma guerra implacável, ajudam a manter a história moderna, ainda mais quando estamos diante de um contexto tão turbulento na geopolítica.

Eu sei que é chover no molhado, mas a qualidade aqui é tão grande que poucos RPGs recentes conseguem chegar perto da profundidade e qualidade da escrita em The Witcher 3. Logo, mesmo que você esteja rejogando, toda a parte da narrativa se segura muito bem. E se por algum motivo é sua primeira vez jogando, se prepare para conhecer uma das melhores histórias dos jogos!
Ágil como um gato
Um dos maiores defeitos do combate de The Witcher 3 era o gap distance. Ao pressionar o botão de ataque, Geralt se aproximava do inimigo atacando, só que o jogo calculava mal demais os espaços, fazendo com que o personagem constantemente atacasse espaços vazios ou acionasse ataques com animações longas, ficando vulnerável a contra-ataques. Essa imprecisão deixava o combate bem caótico, ainda mais jogando na dificuldade Marcha da Morte. Felizmente, isso foi corrigido na remasterização.
O sistema agora entende de forma muito mais inteligente a posição exata do oponente em relação a Geralt e escolhe a animação correspondente ao espaço que precisa ser coberto. Se o inimigo está a apenas um passo de distância, Geralt desfere cortes curtos, rápidos e secos, eliminando as acrobacias e rodopios desnecessários.
Essa responsividade aprimorada permite que o jogador alterne entre múltiplos alvos em um grupo com fluidez. Somado a isso, temos animações de ataque generosamente melhoradas, deixando as lutas com um aspecto mais acrobático e bonito. A CD também implementou novos finalizadores brutais onde Geralt desmembra ou decapita inimigos.

Outra reformulação substancial no combate diz respeito ao sistema dinâmico de câmera, com o zoom sendo ajustado de maneira automática, aumentando a imersão dos duelos um contra um ou ajudando o jogador a ficar atento ao seu redor nas lutas contra grupos. A correção do problema de distanciamento com o novo sistema de câmera concede a Geralt uma mobilidade muito bem-vinda, tornando-se (finalmente) capaz de trucidar grupos inteiros de inimigos com precisão e letalidade.
Mas nem tudo são flores. A remasterização não faz muita coisa pra melhorar o feeling do peso no combate e a resposta tátil nesse departamento é mínima. Às vezes o sentimento é o de você estar golpeando um boneco de plástico. Ligado a isso, temos uma implementação tímida das funcionalidades do DualSense, sendo uma oportunidade perdida para aprimorar a experiência tátil do game.
Algumas das opções do controle do PS5 ajudariam a trazer mais impacto para os golpes, corrigindo um ponto fraco do jogo base. Tratando-se de recursos, a CD Projekt parece ter sido intencional ao colocar inúmeras ferramentas de acessibilidade que facilitam e MUITO o jogo e não bloqueiam as conquistas. Uma das opções permite ignorar por completo o peso dos itens. O suporte robusto aos mods também chegou nos consoles, mas esses afetam os troféus.
A experiência definitiva nos consoles
O sistema de habilidades foi completamente remodelado. Algumas habilidades foram modificadas e também temos habilidades inéditas na versão remasterizada. Agora é possível desbloquear as skills bem mais rápido do que no game original, permitindo que os jogadores testem builds no early game. E por falar nisso, algumas composições que eram muito fortes foram balanceadas para proporcionar um nível de desafio interessante para o jogador.
Outra coisa interessante no remaster é a remodelação dos menus. A navegação está mais limpa, intuitiva e inteligente, proporcionando uma maior praticidade. Mas o mais absurdo do remaster, no bom sentido, é o trabalho realizado na iluminação e vegetação. As cores estão mais vibrantes, deixando o mundo ainda mais vivo e a densidade de vegetação foi MUITO aprimorada, afastando o jogo daquele sentimento de caixa de areia vazia.

Isso também afasta a sensação de estar percorrendo um mundo aberto de 2015. Com as técnicas de iluminação e a vegetação aprimoradas, o mundo do jogo rejuvenesceu bons anos, disputando confortavelmente com outros mundos abertos de 2025 e 2026.
Esteticamente falando, a CD Projekt foi além, melhorando as texturas dos monstros, ambientes e NPCs. Graças à nova renderização, temos mais profundidade e detalhamento, ajudando ainda mais na imersão. De mãos dadas com os aprimoramentos visuais, temos as melhorias de desempenho. Eu joguei no PS5 Pro e fiquei feliz em ver o game rodando a 60 FPS estáveis com ray tracing. Essa é, sem dúvidas, a versão definitiva de The Witcher 3 nos consoles.
Review de The Witcher 3 Remastered – Vale a Pena?
O clichê do “o que já era bom ficou ainda melhor” se encaixa perfeitamente aqui. The Witcher 3 Remastered aplica uma série de mudanças substanciais na experiência, aproximando-a de um RPG mais moderno enquanto mantém todas as estruturas e particularidades que fizeram o game ser uma das obras mais emblemáticas da indústria.
Se você estava esperando pela melhor oportunidade para revisitar o mundo do game ou precisava de um empurrãozinho para jogar pela primeira vez, o momento chegou! A remasterização é um presentão da CD e demonstra o quanto a equipe carrega paixão pelo projeto.
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The Witcher 3 Remastered
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