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Review de EA Sports FC 26 – Autêntico e Competitivo Review

Erick Oliveira

setembro 28, 2025

Cá estamos em mais um ano de lançamento anual e já tradicional da franquia EA Sports FC.

Porém, desde o anúncio do FC 26, a desenvolvedora adotou uma postura de marketing diferente do habitual, prometendo não focar em grandes inovações, mas sim em atender os pedidos dos fãs de longa data.

A EA revelou melhorias e expansões na jogabilidade, oferecendo a possibilidade de escolha entre o Modo Autêntico, que busca se aproximar de uma partida real de futebol e resgata as raízes de simulação da franquia, e o Modo Competitivo, voltado para disputas online nos modos mais populares do jogo.

Mas será que essa mistura deu certo? É isso que vou te contar nesta review, após passar dezenas de horas explorando todos os modos de EA Sports FC 26.

Autêntico ou Competitivo?

Minha jornada com a franquia começou na era do saudoso FIFA 11, quando o jogo era considerado “o simulador de futebol definitivo”.

E realmente fazia jus ao título, já que sua gameplay era bem mais cadenciada em comparação ao PES, também já saudoso concorrente da época.

Quem dominava a troca de passes, a marcação e tinha paciência para quebrar as linhas defensivas adversárias era recompensado.

Ao longo dos anos, vi muitas mudanças na série: das transições entre gerações à correria desenfreada do famoso trio Ibarbo, Gervinho e Doumbia, até chegar ao ponto em que se tornou comum o time com jogadores mais rápidos ser privilegiado em detrimento dos mais técnicos.

Imagem: EA pensando nos jogadores (Capturada por Erick Felipe)

Essa tendência gerou reclamações constantes, principalmente porque até em modos offline, como a carreira de treinador, era mais eficiente adotar um estilo agressivo focado no pace de cada atleta.

Foi pensando nisso que a EA introduziu o Modo Autêntico, que privilegia o realismo, com ritmo mais cadenciado e valorização da troca de passes em vez de dribles e aceleração. Infelizmente, ele está disponível apenas nos modos offline.

Fiquei decepcionado porque gostei bastante da proposta, mas entendo a justificativa para não incluí-lo no Ultimate Team, o modo mais popular do jogo. Vou aprofundar esse ponto mais à frente na análise.

De qualquer forma, a experiência no Modo Carreira, seja como treinador ou jogador, fica muito mais imersiva com a gameplay autêntica e as novas adições, como a inclusão de lesões graves que podem encerrar a carreira do atleta. Tudo isso aumenta a sensação de estar vivenciando o dia a dia de um clube.

Imagem: Realidade aumentada (Capturada por Erick Felipe)

Já o Modo Competitivo é voltado para os pro players e provavelmente será o preferido da maioria.

Ele privilegia passes em profundidade, dribles em velocidade e maior controle de bola, estando presente nos modos online, especialmente no Ultimate Team, mas também pode ser jogado na Carreira, mantendo o estilo mais acelerado que a franquia vinha adotando nos últimos anos.

No fim das contas, a decisão de oferecer dois estilos de gameplay foi o maior acerto deste ano, já que ambos têm públicos bem definidos.

O Ultimate Team continua insano

Se você já jogou algum título da franquia EA Sports FC, é bem provável que tenha passado a maior parte das horas no Ultimate Team.

No FC 26, esse modo continua bastante familiar para os fãs mais assíduos, já que não houve grandes mudanças na interface, jogabilidade ou funcionalidades nos últimos anos.

Ainda assim, o Ultimate Team segue sendo o modo mais viciante do jogo e o que mais recompensa o tempo investido. Afinal, quanto maior a dedicação, mais forte será o elenco montado e maior a competitividade do jogador.

Imagem: Tática influencia na partida (Capturada por Erick Felipe)

Um dos pontos que me afastou do modo nos últimos anos foi a quantidade exagerada de cartas especiais.

Passamos de uma época em que a regra era a existência de apenas cartas da Seleção da Semana, Legends e eventos como Time do Ano ou Time da Temporada, para uma realidade em que praticamente qualquer coisa se torna motivo para novas cartas.

Isso banalizou o conceito de “especial” e fez com que as cartas de ouro, que deveriam ser a base do jogo, se tornassem quase inúteis em pouco tempo.

Imagem/Reprodução: EA – Primeiras cartas especiais

Esse cenário se deve à monetização agressiva adotada pela EA, que segue apostando em pacotes no formato de loot boxes e agora também inclui um passe de temporada pago que concede recompensas.

Por outro lado, algumas mudanças me agradaram. A primeira foi a promessa de que as cartas especiais poderosas serão reduzidas, pelo menos no inicio do jogo, permitindo que as cartas de ouro permaneçam relevantes por mais tempo.

Não sei se isso vai realmente se manter ao longo da temporada, mas já percebi que as recompensas estão mais equilibradas. Cumprindo objetivos, disputando partidas nas divisões do Rivals e participando de torneios, consegui moedas e pacotes com prêmios interessantes.

Imagem: Suba e ganhe recompensas (Capturada por Erick Felipe)

Outro ponto positivo foi a decisão de punir com mais rigor os jogadores que abandonam partidas. Antes, muitos quitavam ao perceber que o adversário tinha um elenco mais forte ou simplesmente para atrapalhar a experiência do outro jogador.

Agora, em meus testes, ao abandonar um jogo no Rivals, cai duas posições dentro da divisão. Essa punição é bem-vinda e torna a competição mais justa.

Placares ilógicos

Eu gosto bastante da variedade do Ultimate Team, que oferece desde modos casuais offline, como Squad Battles e Desafios de Montagem de Elenco, até opções competitivas, como Rivals e Champions.

Porém, algo que me desagrada, e que infelizmente já virou tradição da franquia, é a quantidade de situações irreais que acontecem durante as partidas, muitas vezes resultando em gols e placares completamente fora da realidade do futebol.

Entendo a escolha da EA em deixar o modo mais acelerado, até porque ele nunca teve a proposta de ser realista. Basta lembrar que existem elencos com homens e mulheres jogando juntos, lendas já falecidas lado a lado com jovens promessas.

Imagem: Futebol masculino e feminino misturado (Capturada por Erick Felipe)

O gol é o ápice do futebol, gerando dopamina no jogador e, consequentemente, reforçando o vício no jogo. O problema é que, por falhas na IA defensiva, os placares raramente refletem o que seria uma partida de futebol.

Os goleiros foram melhorados e dificilmente tomam gols “bobos”, chegando a defender bolas bem complicadas. Nesse ponto, até dá para argumentar que, na teoria, basta o jogador aprender a marcar melhor.

Mas a grande questão está na defesa. Quando enfrenta adversários com boa condução de bola, a linha defensiva não se mantém organizada.

A IA dos zagueiros é inconsistente: às vezes acerta o bote de maneira automática, outras vezes sequer consegue cercar o atacante adversário.

Em mais de 50 partidas que joguei, não houve uma sequer com menos de três gols. Placares como 6×4, 8×6 e até mesmo um absurdo 10×6 se tornaram comuns.

Imagem: Gols não vão faltar (Capturada por Erick Felipe)

Novidades do EA FC 26

Como mencionei no início desta review, o EA FC 26 apostou em aprimoramentos pedidos pelos jogadores em vez de investir em grandes inovações. Ainda assim, a EA trouxe algumas novidades interessantes nos principais modos de jogo.

Entre elas está a introdução dos Desafios de Manager ao Vivo, que mudam semanalmente e recriam eventos como mata-matas da Champions League ou partidas das ligas licenciadas.

O modo Carreira de Manager está mais robusto do que nunca, lembrando em alguns momentos uma versão simplificada de Football Manager dentro do EA FC.

Agora é possível escolher a comissão técnica, negociar diretamente com agentes dos jogadores e lidar com pressões internas da diretoria.

Imagem: Negocie você mesmo (Capturada por Erick Felipe)

Outro destaque é a chegada do Mercado de Treinadores, que permite se candidatar a vagas disponíveis em outros clubes ou acompanhar profissionais prestes a serem demitidos.

Na prática, para quem gosta dos modos offline, isso representa um enorme acréscimo de conteúdo.

No Ultimate Team, uma das novidades mais significativas é a evolução dos jogadores. Essa mecânica permite melhorar o desempenho dos atletas completando desafios que serão adicionados ao longo do ciclo do jogo.

A primeira temporada trouxe cartas inspiradas na Copa do Mundo de 1966, que podem ser evoluídas com o tempo, e a ideia é que cada nova temporada apresente um tema histórico ou cultural diferente.

Imagem: O anjo das pernas tortas (Capturada por Erick Felipe)

Parte técnica incrível

Novamente a EA apostou na Hypermotion V como engine do jogo, e isso é muito positivo, já que, dentro do gênero de futebol, ela está muito à frente de suas concorrentes.

Os modelos dos atletas estão belíssimos, assim como a recriação dos estádios, as diferenças entre partidas ensolaradas e chuvosas e o desgaste no gramado.

Foram aprimoradas as animações e conteúdos fora da partida em si, como a entrada dos jogadores, a interação com os mascotes (algo incrível), a presença dos repórteres de campo trabalhando e até os jogadores aquecendo no intervalo, o que reforça a imersão de uma partida real.

Imagem: Vida fora da partida (Capturada por Erick Felipe)

Conteúdo não falta: o EA FC 26 é o jogo com mais licenças da atualidade e recebeu mais 10 estádios, totalizando cerca de 120 arenas. Uma pena que, novamente, não temos os times brasileiros oficialmente, já que o licenciamento de atletas no Brasil continua sendo extremamente burocrático.

O jogo conta com dois modos gráficos nos consoles (com exceção do Xbox Series S): um prioriza elementos visuais, como o uso do ray tracing, enquanto o outro prioriza resolução com alvo em 4K. Independentemente do escolhido, o jogo impressiona e mantém taxa de quadros estável em 60 fps.

Imagem: Muito conteúdo licenciado (Capturada por Erick Felipe)

Os servidores evoluíram bastante ao longo dos anos e, em minhas dezenas de partidas, não enfrentei problemas de lag ou desconexões, tudo isso com o crossplay ativo, permitindo enfrentar adversários de diferentes plataformas sem dificuldades.

A única parte negativa, na minha visão, foi a seleção de músicas da trilha sonora.

Nos últimos anos, descobri faixas que até hoje fazem parte das minhas playlists do Spotify, enquanto, no EA FC 26, nenhuma música me agradou. No entanto, esse é um ponto bastante subjetivo para cada jogador.

EA FC 26 é (novamente) o melhor jogo de futebol do ano

Se você é fã de futebol, é difícil não recomendar a compra do EA FC 26.

O jogo é, de longe, o que possui o maior número de licenças, oferece um vasto conteúdo capaz de render centenas — talvez milhares — de horas de diversão e apresenta melhorias muito pedidas pelos jogadores nos últimos anos, mostrando que a EA está, de fato, ouvindo o feedback da comunidade.

O início é o momento mais prazeroso para mergulhar no FC 26, especialmente no Ultimate Team.

Quem começa a jornada cedo nesse modo sabe que, quanto antes se dedicar, mais competitivo se tornará ao longo da vida útilo do jogo.

Em poucas palavras, posso resumir o EA FC 26 como o melhor jogo de futebol da década e um título obrigatório para os fãs de longa data da franquia.

Nota: 4/5 – Excelente

O que achou da nossa review do EA Sports FC 26? Pretende dar uma chance ao jogo?

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Para mais conteúdo da Insider Gaming, confira nossa análise de Dying Light: The Beast.

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