Em um mundo onde os jogos da FromSoftware conquistaram os jogadores, diversas produtoras tentaram repetir a fórmula “Soulslike” para alcançar sucesso.
Contudo, a Team Ninja, em especial, conseguiu o que parecia impossível: ir além de simplesmente utilizar os elementos que marcaram o gênero e evoluí-los ao ponto de criar uma fórmula própria. Isso levou seus jogos a conquistarem uma legião de fãs.
A saga Nioh surgiu em 2017 como um jogo de samurai extremamente rápido e punitivo. Seu principal diferencial eram as posturas, que influenciavam diretamente o gameplay e o estilo de jogo adotado.
Agora, Nioh 3, lançado em fevereiro de 2026, tenta atrair um público que já está acostumado — e até mesmo saturado — do gênero. Será que as evoluções feitas na nova obra da Team Ninja foram suficientes? É isso que vou te contar nesta review.
Agora são várias eras
A história de Nioh começa em 1622, no Japão, em um período no qual humanos travam guerras por conta das “pedras espirituais”, que emanam poderes de destruição e renascimento.
O xogum Tokugawa Ieyasu era o governante do Japão na época e conseguiu trazer paz à região. Contudo, na história do jogo, haverá a sucessão do trono entre dois de seus netos para dar continuidade ao legado.
Tokugawa Takechiyo, um dos netos, é o protagonista e nosso personagem. Ele está se preparando para uma cerimônia quando yokais atacam o local e devastam o vilarejo.

Para não entrar no campo dos spoilers, posso dizer que acontecimentos posteriores fazem com que Takechiyo viaje por diferentes eras importantes da história do Japão, como o período Sengoku e o Bakumatsu.
Isso é muito positivo, pois permite que os desenvolvedores explorem a criatividade e criem diferentes ambientações, variando biomas e tipos de inimigos.
Além das missões principais, o título conta com dois tipos de quests: os Contos, que aprofundam as narrativas dos personagens, e os Pergaminhos de Batalha, desafios lineares essenciais para upar o personagem e auxiliar na progressão da campanha.
No geral, a história é muito boa e apresenta personagens que cativam o jogador, apesar de não ser algo que a torne maravilhosa ou inesquecível.
Uma gameplay robusta que agrada a todos
A estrutura básica de Nioh é semelhante à de qualquer soulslike: há trava de mira nos inimigos, itens de cura limitados, barra de estamina (KI) e pontos de descanso que recuperam o personagem, mas fazem os inimigos ressurgirem.
Contudo, a gameplay de Nioh não tem nada de básica. Pelo contrário, são diversos elementos que alteram completamente a forma de progressão e possibilitam a criação de variadas builds.
Aqui encontramos combos e comandos que lembram muito mais jogos hack and slash, como Ninja Gaiden, do que algo mais cadenciado como Sekiro.
Há duas classes que podem ser alternadas a qualquer momento com o simples clique de um botão: o modo Samurai e o modo Ninja.

O Samurai utiliza posturas voltadas para o combate frontal contra os inimigos, enquanto o Ninja aposta em alta mobilidade e em uma abordagem mais sorrateira.
Também é possível trocar de classe no momento do ataque vermelho do inimigo, realizando um parry que aqui é chamado de “quebra impetuosa”.
Cada modo possui equipamentos exclusivos, e durante toda a campanha será necessária a troca constante entre eles. Os equipamentos podem ser obtidos por meio da economia do jogo, utilizando ouro. No entanto, os melhores itens são dropados pelos inimigos, tornando necessário o grind em diversos momentos.
Como os itens são separados por modos dentro do menu, não há confusão na organização, e a usabilidade funciona muito bem, já que é fácil equipar os melhores equipamentos para cada classe.
Eu gostei de usar machado como Samurai e katana como Ninja, mas é possível variar as combinações de acordo com o estilo de gameplay do jogador.
As árvores de habilidades são divididas por categorias de armas, e existem habilidades únicas para cada um dos modos (Samurai e Ninja). Para evoluir, é necessário explorar o mundo aberto em busca dos “furores voadores”, chamados de Mechas, que concedem pontos de habilidade exclusivos.
Além disso, também existem os Mestres, que, após a conclusão de um duelo, concedem golpes especiais para cada tipo de arma.
Os espíritos guardiões também estão presentes no jogo e são liberados ao longo da jornada. Basicamente, são espíritos de animais que podem ser equipados como um elemento (por exemplo, fogo e água), em um sistema que lembra Avatar.
Utilizar esses espíritos gera uma transformação bastante divertida, e eles não são usados apenas no combate, mas também na exploração do mapa, liberando caminhos que, na forma normal, não seria possível acessar.

O mundo e a parte técnica estão ótimos
Como já mencionado, a trama de Nioh 3 envolve viagens no tempo, passando por diferentes eras do Japão.
A principal mudança do título mais recente em relação aos jogos anteriores da franquia é a alteração da estrutura de missões lineares para um mundo aberto explorável, dividido em vários mapas.
Dentro desses mapas existem diversas atividades secundárias e sub-regiões interligadas entre si. Se você optar por avançar apenas na campanha principal, intercalando com algumas missões secundárias, a duração pode variar entre 30 e 40 horas.
No entanto, caso esteja em busca do 100%, esse tempo pode até dobrar — e algumas dessas atividades podem acabar se tornando repetitivas.

Os gráficos não são os melhores da atual geração, mas são bastante competentes dentro da proposta do jogo.
As cutscenes receberam melhorias significativas, e as texturas apresentam maior nível de refinamento, principalmente quando comparadas a Rise of the Ronin, título anterior da Team Ninja.
A parte sonora me agradou em todos os aspectos. Os sons ambientes evocam o clima de guerra no Japão feudal, e os efeitos de combate aumentam ainda mais a imersão nas batalhas.
Joguei 100% em japonês, e não há do que reclamar da dublagem — todas as vozes se encaixam bem nos personagens.

O jogo também conta com modo cooperativo para até três jogadores e possui um sistema que lembra PvP, no qual é possível invocar espíritos de outros jogadores. Ao derrotá-los, você ganha recursos que podem ser utilizados no modo cooperativo.
Review de NiOh 3: A Team Ninja entrou em 2026 com chave de ouro
Com uma ótima jogabilidade, melhorias significativas na parte técnica, uma história bastante interessante e mecânicas de combate extremamente viciantes, Nioh 3 mostra que a Team Ninja ouviu o feedback da comunidade ao longo dos anos e entregou o melhor jogo do estúdio até agora.
Nioh 3 é um título recomendado para quem gosta de jogos soulslike e obrigatório para os fãs da Team Ninja.
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