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Review de Marvel Cosmic Invasion – Uma viagem no túnel do tempo Review

Ruan Almeida

dezembro 1, 2025

Um dos primeiros jogos que eu me lembro conscientemente de jogar (e entender o que estava na tela) foi X-Men: Mutant Apocalypse, um clássico desenvolvido e publicado pela Capcom que foi lançado para o Super Nintendo em 1994.

A situação é curiosa, afinal, eu só nasci 3 anos depois, em 1997 e só fui jogar Mutant Apocalypse quando tinha 6 anos, em 2003. 22 anos depois, eu tive a oportunidade de voltar no tempo e sentir a exata sensação graças à Marvel Cosmic Invasion, um novo jogo da Tribute Games em parceria com a Dotemu.

Conhecidos por Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge, a Tribute Games tem pedigree o suficiente para se declarar uma mestre no gênero beat em up e cada aspecto do jogo serve como comprovação disso.

Em meu review de Marvel Cosmic Invasion, confira todos os pontos que me agradaram no game e o que eu acredito que poderia ser melhor. Assim como o próprio jogo, irei direto ao ponto pra que sua leitura seja dinâmica e proveitosa.

Os heróis do universo

Em Marvel Cosmic Invasion, o universo está sendo ameaçado pelo Aniquilador, um vilão criado por Stan Lee e Jack Kirby. Em primeiro momento, a escolha do vilão central da campanha me agradou bastante. Não é comum vermos o Aniquilador e o seu Bastão de Controle Cósmico em mídas mainstream, o que só reforça o excelente e enorme plantel de vilões que a Marvel apresenta.

Contudo, o componente narrativo meio que para por aí. Graças à sua natureza beat em up, a Tribute Games não quis que os jogadores perdessem tempo e os diálogos são super corridos, assim como as cutscenes, que aparecem entre uma fase e outra. Existem momentos que consistem em 20 a 30 segundos de diálogos e é isso, somos lançados na fase para voltar a socar os inimigos.

História do jogo é bem corrida (Imagem: Ruan Almeida)

Por mais que eu entenda que o propósito do jogo é, bom, sair na porrada, seria legal ter um desenvolvimento melhor na trama. A campanha dura cerca de 160 a 180 minutos, englobando 16 fases no total com um tempo médio de duração de 10 minutos em cada (e isso se você ficar tentando fazer os desafios e encontrar os cubos que servem como colecionáveis).

O “grosso” da parte narrativa está nos Arquivos da Tropa, um menu de extras que conta com várias informações interessantes sobre os personagens do jogo. Podemos ver coisas como a primeira aparição do personagem, uma breve descrição, o nome verdadeiro entre outros detalhes. Apesar de ser um conteúdo mais voltado para os fãs, é um toque especial que destaca o quanto a Tribute Games é apaixonada pelo projeto.

Tiro, porrada e bomba

Antes de jogar Marvel Cosmic Invasion, fiquei com dúvidas se o estúdio iria conseguir entregar uma experiência satisfatória o suficiente dentro do gênero beat em up. Não é uma tarefa fácil entregar uma jogabilidade divertida e responsiva para 15 personagens jogáveis diferentes.

E, bom, eu fico feliz em dizer que a Tribute Games conseguiu! As animações estão fantásticas e cada um dos personagens tem golpes próprios que mudam consideravelmente a forma de se jogar, a construção de combos e a estratégia nas batalhas. Temos personagens lentos, mas com ataques poderosos como Bill Raio Beta e Mulher-Hulk, personagens super ágeis como Wolverine e Homem-Aranha e personagens com um bom leque de ataques à distância, como Rocket Raccoon e Homem de Ferro.

Bill Raio Beta é meu personagem predileto do jogo (Imagem: Ruan Almeida)

Cada uma das 16 missões da campanha conta com 3 desafios que incentivam a experimentação de novos personagens. Em uma certa missão, você vai ser solicitado à usar Venom e derrotar inimigos com seu ataque especial. Em outra, o desafio pede que você derrote o chefe com o Pantera Negra e assim por diante. Vale mencionar que isso é puramente opcional, contudo, serve como um bom mecanismo pra incentivar a troca de personagens.

Por falar em troca, podemos levar dois personagens na missão e realizar ataques em conjunto que gastam a barra de foco. Esses ataques são incrivelmente poderosos e ideais para despachar inimigos mais fortes e quebrar a postura de chefes. Os desafios também podem ser vistos como uma maneira de aumentar o fator replay, contudo, em boa parte das missões eu consegui fazer todos os desafios de primeira, tirando um pouco o sentido de repetir a fase.

Vale mencionar que os personagens ganham experiência e mudam de nível, indo do nível 1 até o 10. Upar seus personagens prediletos é essencial para desbloquear habilidades passivas e melhorar coisas como o HP e dano causado.

Colocar o personagem no nível máximo é ideal (Imagem: Ruan Almeida)

Ao concluir os desafios e coletar os cubos de cada fase (existe 1 em cada missão da campanha), podemos desbloquear Cubos Cósmicos que servem para ser alocados na Matrix Cósmica, desbloqueando entradas nos Arquivos da Tropa, cosméticos para os personagens e modificadores para o modo arcade.

O modo arcade, como o nome indica, é basicamente a campanha sem o progresso salvo e com modificadores. Podemos mudar a dificuldade, a quantidade de inimigos e coisas como fazer as habilidades especiais usarem vida e não a barra de foco.

Uma ode ao passado

Artisticamente falando, Marvel Cosmic Invasion cumpre bem o seu papel de servir como uma homenagem pomposa para a era de ouro dos beat em ups. Desde a sua belíssima estética em pixel art, que concede um ar de quadrinhos ao jogo, até sua trilha sonora assinada por Tee Lopes.

Tee inclusive assina jogos como Streets of Rage 4, o já citado TMNT: Shredder’s Revenge, Metal Slug Tactics entre outros. Sua expertise dentro do gênero é facilmente percebida em cada cenário, onde os efeitos sonoros e a trilha embalam a ação desenfreada que o jogo se propõe a entregar.

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Arte do jogo está belíssima (Imagem: Ruan Almeida)

No quesito técnico, por ser um título extremamente leve, não tive nenhum problema com quedas de frames, bugs, ou coisas do tipo. Tudo funcionou perfeitamente bem, com loadings praticamente inexistentes. É um produto bem redondo e devidamente finalizado para o consumidor final.

Review de Marvel Cosmic Invasion – Vale a Pena?

Marvel Cosmic Invasion não reinventa a roda dos beat em ups, mas entrega um material sólido o suficiente para deixar os fãs do gênero felizes. Fácil de jogar e com um rol repleto de alguns dos personagens mais famosos do entretenimento, o jogo pode servir como uma excelente porta de entrada para quem quer conhecer esse estilo de game.

E o melhor de tudo? A experiência é completa mas deixa espaço para ser expandida com novos personagens e DLCs de história, logo, quem sabe a Tribute Games não aproveite esse potencial para entregar uma experiência expansiva dentro do universo marvel.

Nota – 4/5 (Excelente)

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Para mais da Insider Gaming, conheça os detalhes do nosso aplicativo. Veja também a lista completa de todos os jogos oferecidos na PS Plus Essential em 2025.

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