Intencionalmente ou não, a PlayStation não está tão vulnerável à “guerra de tarifas” desencadeada nessa semana. Caso você não tenha acompanhado, o presidente Donald Trump saiu aplicando tarifas agressivas para uma série de países, incluindo a China, nação em que o PlayStation 5 é fabricado. As novas taxas alfandegárias aplicadas sobre os bens produzidos na China podem atingir absurdos 54%.
Isso com certeza pode afetar a estrutura de custos de todas as empresas. Para a “sorte” da PlayStation e da Sony, a companhia tem um estoque robusto de PS5, o que vai ajudar a empresa a não sentir o impacto das tarifas por um tempo. Contudo, caso os dois países não entrem em acordo, o console pode vir a sofrer um aumento de preço.
Especialistas afirmam que uma alternativa é transferir a fabricação total do console para outros países, como no Japão. Contudo, essa vai ser uma tarefa e tanto. Apesar da empresa fugir da taxação absurda, a mão de obra japonesa é muito mais cara do que a chinesa. Ter a produção total do console no país certamente iria encarecer e muito todo o processo.
O respeitável analista Daniel Ahmad, da Niko Partners, comentou sobre a situação:
“A empresa precisaria avaliar como essas tarifas impactam as margens de lucro atuais e quanto precisariam aumentar os preços do hardware para o consumidor. Também poderia haver um impacto potencial nos preços de acessórios e jogos, dependendo de como a Sony deseja repassar os custos.
A boa notícia é que o estoque inicial, a fabricação no Japão, o fato de o PS5 estar em meados para o final de sua geração neste ponto (lucrativo por unidade) e o PS5 Pro provavelmente estar precificado em US$ 700 em antecipação a algum impacto tarifário potencial significam que, mesmo com um aumento de preço, o aumento pode não ser tão significativo quanto seria para novos produtos tecnológicos.“
Você acha que a situação vai se resolver antes do PS5 sofrer um possível aumento de preço? Conta pra gente nos comentários e participe da discussão em nosso fórum!





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