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Review Battlefield 6

Review de Battlefield 6 – Uma redenção ambiciosa Review

Erick Oliveira

outubro 21, 2025

Depois de anos de incertezas sobre o que seria Battlefield 6, o novo título da franquia chega como a tentativa mais ousada da EA de disputar e, quem sabe, dominar o posto de principal FPS do mercado.

Carregado da missão de resgatar a aura da era Battlefield 3 e 4, será que o novo capítulo faz valer todo o hype gerado? É isso que vou te contar nessa review completa do Battlefield 6.

Mais uma campanha esquecível…

Minha história com a franquia Battlefield começou no 2142, que sequer tinha campanha. Só comecei a explorá-la de fato a partir do Battlefield 3. De lá para cá, joguei todos.

Se fosse para destacar alguma evolução no modo, a de Bad Company 2 e 4 tiveram avanços significativos, e o ponto mais alto foi alcançado com Battlefield 1.

Após a ausência total de modo história em Battlefield 2042, havia uma expectativa clara de que a DICE entregaria algo memorável ou, ao menos, funcional no Battlefield 6.

O que se vê, no entanto, é um enredo apressado, raso e excessivamente genérico. A ameaça parte da Pax Armata, uma corporação militar com ambições globais, mas cujos personagens e motivações carecem de qualquer profundidade.

A campanha até começa bem, com o assassinato do Secretário-Geral da OTAN e a Pax Armata assumindo a autoria do ataque. Ex-membros da aliança passam a apoiá-la. Mas tudo se perde em poucas horas.

Imagem: Inicio da campanha sem spoilers (Capturada por Erick Felipe)

Missões em locais como Brooklyn e Cairo impressionam visualmente, mas os objetivos são tão lineares e repetitivos que tornam a experiência mecânica.

O jogador raramente se sente parte de algo maior, e até os momentos mais cinematográficos caem no vazio pela falta de conexão emocional com os personagens.

Problemas técnicos, como animações inacabadas e sincronia labial deficiente, reforçam a sensação de um modo história lançado às pressas, sem o capricho ou tempo necessário para o seu polimento.

Multiplayer: onde o jogo brilha (como sempre)

Campanhas fracas já não surpreendem os veteranos da série, afinal, é no multiplayer que Battlefield tradicionalmente mostra sua força.

Battlefield 6 resgata com precisão a essência da franquia, equilibrando o caos dos combates em larga escala com um ritmo mais ágil e moderno, claramente influenciado por concorrentes do gênero.

Com a série Call of Duty em baixa, esta é a oportunidade ideal para a EA disputar o posto de melhor jogo de tiro de 2025 e atrair jogadores órfãos da sensação de guerra virtual.

Modos tradicionais como Conquista retornam, mas a grande novidade é o modo Escalada, onde o mapa encolhe progressivamente, aumentando a tensão e a urgência nas partidas.

Imagem: Modos de jogo do Battlefield 6 (Capturada por Erick Felipe)

O arsenal de lançamento é variado e, em sua maioria, bem balanceado. Alguns fãs saudosistas criticaram a decisão de permitir o uso de qualquer arma independentemente da classe. No entanto, discordo dessa visão e achei a proposta genial.

A EA não havia deixado claro como seria feito o equilíbrio, mas após diversos testes ficou evidente: a proficiência em determinadas armas é importante, e ao optar por armas de outras classes, o jogador sofre penalidades.

A classe de reconhecimento, por exemplo, domina o uso de snipers, como esperado. Já um jogador da classe de suporte que tente usar esse tipo de arma enfrentará dificuldade para controlar a mira.

Ainda assim, isso não impede jogadores mais habilidosos de experimentarem diferentes estilos, o que agrada tanto veteranos quanto novatos.

O único problema está na progressão lenta das armas, que incentiva o uso excessivo de opções mais eficientes, como a M4A1 (minha favorita até agora), e acaba criando um meta pouco diversificado nas primeiras semanas.

A boa notícia é que o estúdio já está realizando mudanças para acelerar o ganho de XP.

Imagem: Customização da M4A1 (Capturada por Erick Felipe)

O modo Portal retorna com força, oferecendo liberdade criativa à comunidade. Ainda assim, não atingiu seu potencial máximo, já que só é possível editar os mapas do próprio jogo. Não há como criar mapas do zero ou importar assets de outros títulos.

O retorno do sistema de destruição de cenários adiciona uma dinamicidade bem-vinda às partidas, embora ainda abaixo das expectativas. Prédios não colapsam completamente, revelando limitações técnicas.

Isso até pode ser compreensível, pois permitir a destruição total transformaria os cenários em campos abertos vazios, o que prejudicaria o gameplay.

Imagem: Guerra dentro de NYC (Capturada por Erick Felipe)

Parte técnica sólida, mas com pequenos tropeços

Visualmente, o jogo entrega o que se espera da atual geração. Há boas opções gráficas, desempenho consistente nos consoles modernos e uma ambientação sonora de altíssimo nível.

Por outro lado, quedas de performance em momentos de explosão e uma IA de bots limitada comprometem a experiência, especialmente na campanha.

Algo presente no jogo e que pode gerar confusão é a interface de usuário, que adota um padrão “Netflix”, lembrando um serviço de streaming.

Imagem: Blocos demasiadamente grandes de forma desnecessária (Capturada por Erick Felipe)

Infelizmente, isso parece ser uma tendência geral da indústria em jogos como serviço, mas, ao mesmo tempo, poderia ser melhorado com uma simplificação na quantidade de menus.

Um ponto em que a EA merece elogios é a calibração do HDR e a variedade de opções de acessibilidade, que entregam praticamente tudo o que se espera de um título moderno.

Imagem: Muitas opções de acessibilidade estão presentes (Capturada por Erick Felipe)

Contudo, a direção artística de alguns mapas não me agradou. Muitos cenários têm cores e elementos visuais tão parecidos que acabam parecendo variações entre si, inclusive em remasterizações como a Operação Firestorm.

Pode ser costume ou falsa memória, mas a sensação é de que o visual original ainda se sobressai em impacto e identidade.

Imagem: Operação Firestorm ao longo dos jogos da franquia (via: Gamerficial)

Veredito: Seu multiplayer brilha, podendo coroar Battlefield 6 como o melhor FPS de 2025

Battlefield 6 é uma evolução clara em relação ao desastroso 2042, mas ainda carrega cicatrizes antigas. A campanha parece existir apenas para constar, enquanto o multiplayer, robusto, divertido e com alto potencial de expansão, reacende a chama da franquia.

Com atualizações prometidas, novos mapas e a aguardada batalha naval a caminho, o jogo tem tudo para se consolidar como o melhor FPS do ano.

Se você gosta de jogos de tiro em primeira pessoa, é impossível não recomendar Battlefield 6.

Em um cenário onde a concorrência vive momentos instáveis, um shooter com combate realista e feito com carinho, onde os devs escutam o feedback da sua comunidade, merece ser apreciado.

Imagem: Feeling absurdo (Capturada por Erick Felipe)

Nota: 4/5 – Excelente

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