A Krafton e os desenvolvedores de Subnautica 2 estão em litígio. A empresa é acusada de demitir os fundadores do estúdio para evitar um pagamento de US$ 250 milhões, enquanto eles são acusados de abandonar o jogo e acelerar o lançamento para garantir o valor do acordo.
Agora, novos desdobramentos revelam que o CEO da Krafton foi acusado de usar o ChatGPT para encontrar maneiras de não realizar o pagamento aos desenvolvedores.
CEO da Krafton teria criado força-tarefa secreta chamada “Project X”
Segundo documentos legais revelados pela IGN, as acusações envolvendo o uso do ChatGPT estão direcionadas ao CEO da Krafton, CH Kim.
A primeira alegação afirma que Kim estava “frustrado” com a aquisição da Unknown Worlds e que, na visão dele, o negócio foi “ruim para a Krafton, um acordo no qual a empresa só seria arrastada para baixo”.
Ele também foi acusado de discutir, via Slack, uma possível tomada de controle total da Unknown Worlds com o CFO Richard Yoon.
De acordo com os documentos, Kim teria criado uma força-tarefa secreta chamada “Project X”, cujo objetivo era “fechar um acordo com os fundadores sobre o earnout” — pagamento bônus atrelado ao desempenho após a fusão — ou executar uma tomada de controle da Unknown Worlds.
Quando os fundadores se recusaram a ceder às exigências, a Krafton “apertou o gatilho”.
Os registros incluem ainda uma mensagem enviada a Kim por Maria Park, chefe global de desenvolvimento corporativo da Krafton, afirmando que “é altamente provável que o earnout ainda seja pago se a meta de vendas for atingida, independentemente de uma demissão por justa causa”.
O documento também afirma que o CEO usou o ChatGPT “para ajudá-lo a pensar em maneiras de evitar o pagamento do earnout”, e que a IA respondeu dizendo que seria “difícil cancelar o earnout”.
Os documentos ainda mencionam que Subnautica 2 estava pronto para ser lançado, com relatórios internos apontando nessa direção. Playtests realizados em maio mostraram que o jogo “atendia às expectativas dos jogadores”.
Um especialista interno da Krafton declarou que um lançamento em 2025 seria “a melhor opção”. Maria Park afirmou que o jogo estava pronto para agosto, e Thiago Oliveria “escreveu um texto convincente defendendo o lançamento em agosto”.
A depoente corporativa da Krafton “não conseguiu citar um único funcionário da empresa que realmente acreditasse que o jogo não estava pronto”.
O litígio segue em andamento, e novos desdobramentos devem surgir nos próximos meses.
O que você achou da suposta ação do CEO da Krafton ao consultar o ChatGPT para tentar evitar o pagamento aos fundadores?
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